Faleceu, ontem, em Belo Horizonte, o romancista Rui Mourão. Nascido em Bambuí, em 1929, o autor integrou, juntamente com Affonso Ávila, Laís Corrêa de Araújo e Fábio Lucas, o grupo da revista Tendência (1957-1962), empenhado em inserir parâmetros críticos e nacionalistas ao debate cultural. Lecionou literatura brasileira na Universidade de Brasília, na Tulane University, na University of Houston e na Stanford University. Deixa um expressivo legado ficcional, iniciado com a novela As raízes (1956), prêmio Cidade de Belo Horizonte, a que se seguiram os romances: Curral dos crucificados (1971), que também recebeu o mesmo prêmio, Cidade calabouço (1973), Jardim pagão (1979), Monólogo do escorpião (1983), Boca de chafariz (1991), Servidão em família (1997), Invasões no Carroussel (2001), prêmio de ficção da Academia Brasileira de Letras (1993), Quando os demônios descem o morro (2008), Mergulho na região do espanto (2015). Publicou, ainda, livros de ensaio: (Estruturas: sobre o romance de Graciliano (1969), O alemão que descobriu a América (1990). Recebeu, em 2013, o prêmio Governo de Minas Gerais.
(Foto: G1 Globo.com)

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