Nas horas de desalento em relação à vida literária, conforto-me em companhia de livros de dois autores, mestres na construção de uma linguagem límpida, radiosa de esplendor, simultaneamente erudita e dinâmica, fluida, refinada. Motivo suficiente para voltar a reler a obra por eles produzida. Refiro-me a dois Gilbertos nordestinos, dois renomados escritores, um extremamente orgulhoso, o sergipano Gilberto Amado, outro extremamente vaidoso, o pernambucano Gilberto Freire. Com as respectivas obras, O grão de areia e A Chave de Salomão, do primeiro; Sobrados e mocambos e Casa grande & Senzala, do segundo.
Os diários de Josué Montello registram, em vários recortes, os traços característicos dos dois autores.
MONTELLO, Josué. Diário da noite iluminada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.

