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sábado, 16 de outubro de 2021

Suspiro seco

 


LANÇAMENTO DE ROMANCE DE

EDGARD PEREIRA


                         23/10/2021

                        10 ÀS 12H


BIBLIOTECA PÚBLICA DE MINAS GERAIS

Praça da Liberdade,21

BELO HORIZONTE


Quatro cavaleiros cortavam os atalhos, deixando para trás a serrania azulada de Santa Catarina, espinhaço suave, no horizonte embaçado. Raiava a madrugada, quando saíram em marcha de grotas paulistas, nos contrafortes da Mantiqueira. Seguindo o leito de um rio, arribaram a uma paragem plana de boas aguadas. O mais novo era um rapaz ruivo, ascendência açoriana, pele curtida, atarracado, poucos pelos no rosto. Os outros aparentavam meia idade, montavam cavalos com arreios de couro, xairel com peles de onça. Alforjes com os mantimentos pendiam da cabeceira das montarias. Usavam traje marrom, de grosso tecido, calçavam botinas de cordo vão. Traziam espingarda e cães de caça que corriam de um lado e de outro, ao redor dos animais. A cavalgada em que se meteram, em trote pesado durante mais de vinte léguas, não tem propósito de serviço. Não se prestavam a transportar gado, nem a mascatear mercadorias. Folgavam, em tropelia de espairecer, entregues a cantorias e vadias prosápias, em busca de caça. (…)

(PEREIRA, Edgard. Suspiro seco. Belo Horizonte: Caravana, 2021. Cap. 1, fragmento)

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

revista Sphera

 Compareço para comemorar o lançamento do portal Sphera, revista eletrônica voltada ao campo da arte literária e icônica, capitaneada por Anelito de Oliveira. Idealizado e realizado por este pioneiro de históricas editorias, o projeto agrega ensaístas, poetas e operadores de imagens, toda uma plêiade de laboriosos argonautas e cultores do verso e dos símbolos. Na origem, o objetivo maior de homenagear o legado de Cruz e Souza. Folgo em referir o gosto de partilhar ótima companhia, nessa viagem, em que exponho alguns bólidos forjados em meu campo de experimentação: um ensaio sobre poetas simbolistas, um fragmento de meu novíssimo romance, acabado de sair do forno da Caravana, Suspiro seco. Sobre o qual, a propósito, Caio Junqueira Maciel acaba de assinar um instigante artigo, vasculhando zonas escuras, sentidos e horizontes assinalados, como costumam fazer os bons poetas.