Como se não bastassem as notícias aziagas, os brasileiros defrontam-se com mais uma tragédia. Esta de proporções irreparáveis para a cultura nacional, com reflexos na preservação do conhecimento de todo o mundo. Um incêndio destruiu ontem à noite o Museu Histórico Nacional instalado na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro. O prédio, uma relíquia arquitetônica de dois séculos, onde residiu a Família Imperial, ardeu em chamas. Desaparece todo um acervo da história colonial, acrescido de riquíssimas coleções, como a coleção egípcia recolhida por D. Pedro II, inúmeras doações de realezas estrangeiras, o acervo indígena, coleções científicas (fósseis, inclusive o de Luzia, documentos), além de peças de valor histórico e científico inestimável (a sala da Coroação, mantos e coroas imperiais, o mais completo arquivo de história natural da América Latina, etc.|). Tudo aquilo que a incúria havia condenado à ruína, (cupins, rebocos deteriorados), acabou de vez. O país precisa repensar todo o processo de preservação da riqueza histórica e científica, no qual inúmeras gerações no passado se envolveram de forma pioneira. Na imagem, detalhe da fachada, antes do fogo.
( Imagem: pt.wikipedia.org.)
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