Total de visualizações de página

Pesquisar este blog

domingo, 7 de janeiro de 2018

Carlos Heitor Cony (1926 - 2018)

      Aos 91 anos, morreu no último dia 5, no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony. Estreou em 1958, com o romance O ventre, revelando marcas literárias de Sartre, seguido de dois títulos, A verdade de cada um e Tijolo de segurança, com os quais ganhou prêmio. Em 1961, deu a lume a novela Informação ao crucificado, a que se seguiram livros de crônica e de ficção, como Pessach - a travessia, (1967), um dos pontos altos de sua produção, em pleno governo militar, com uma proposta política ambígua, ao apresentar um protagonista que se revela, simultaneamente, participante e crítico de qualquer postura radical. A atividade de intelectual, sem medo de emitir opiniões sobre o contexto político, rende-lhe prisão na década de 60. Seguiram-se Pilatos (1973) e, duas décadas após, outro grande romance, Quase memória (1995), forte mergulho no passado familiar e do país, êxito de crítica e de público. Os anos seguintes forma bastante férteis,  dando sequência à análise dos valores, conflitos e decepções da classe média nas obras: O piano e a orquestra, A casa do poeta trágico, Romance sem palavras, (que retoma a temática de Pessach - a travessia),  A tarde de sua ausência. Recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1996; em 1998, foi condecorado pelo governo francês. Era membro da ABL, desde 2000.


Nenhum comentário:

Postar um comentário