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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Pitangui

      Nas viagens a Pará de Minas, que se tornaram rotineiras, por acompanhar meu filho que ali pratica voos no aeroclube, algumas vezes era atraído pela placa que indicava a cidade de Pitangui, a meio do caminho. O nome soava-me familiar, como se alguém de meu convívio, no passado, fosse de lá. No início de fevereiro, demos uma esticada e fizemos uma rápida visita à cidade, que também se destaca pelo legado histórico: conhecia alguma coisa a seu respeito, através de referências feitas por Diogo do Couto, na sua História de Minas Gerais.

                                        (Foto: Nicodemos Rosa)

      Assim que nos desembaraçamos da periferia, vemo-nos contornando uma ladeira rodeada de casarões coloniais e becos que levam a uma praça, no alto, onde ergue-se uma igreja anódina, de colunas pretensamente góticas em seu interior, paredes externas de um azul claro, desmaiado, pintura recente. Na extremidade de uma pequena praça, uma rua sobe, impávida, até outra pracinha, ainda mais no alto, onde fica outra igreja, esta com traçado barroco e mais interessante. As ruas são limpas, os casarões (nem todos) parecem restaurados. Dentre grandes vultos da história mineira, Pitangui é a terra do Pe. Belchior Oliveira, conselheiro de D. Pedro II, do primeiro reitor da UFMG, Mendes Pimentel e de Gustavo Capanema, notável criador do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como Ministro de Getúlio. Sem a estrutura de outras cidades históricas, fundada em 1715, Pitangui está entre as sete cidades históricas mais importantes de Minas, impõe-se como importante síntese de uma parte da história da mineração, com rico acervo arquitetônico, de gente amigável, ao celebrar seu terceiro centenário.


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