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quinta-feira, 24 de março de 2016

Brasil: resumo super resumido

      As recentes e gigantescas manifestações populares que tomaram as ruas do Brasil têm um objetivo claro: protestar contra o governo do PT, há treze anos administrando o país. Um verdadeiro mar de gente ocupou as praças e avenidas das principais capitais no último dia 13, com faixas de protestos contra a presidente Dilma, Lula e o PT. Mais precisamente 3 milhões e trezentas mil pessoas, segundo a PM. Pelo cálculo dos organizadores, seriam mais de seis milhões de manifestantes. Sob qualquer ótica, sem dúvida, a maior manifestação popular realizada no país. Tudo em perfeita ordem, dentro das normas democráticas. No dia 18, os defensores do governo federal tomaram as ruas. Segundo a PM, em torno de 300 mil militantes, capitaneados pelos sindicatos, sob suspeita de apoio financeiro de R30,00 por cabeça, além do sanduíche de mortadela.
                                                (Imagem:notícias.portalvox.com)

      A temperatura política subiu no último dia 16, quando a presidente anunciou a nomeação de seu antecessor, Luís Inácio Lula da Silva, investigado pela Justiça do Paraná, como ministro da Casa Civil. A nomeação atende a um objetivo claro: proteger o ex-presidente da investigação em primeira instância, colocando-o em foro privilegiado, sob a tutela do STF. O Juiz Sérgio Moro, que dirige a Operação Lava Jato, de combate à corrupção, já conseguiu prender mais de 50 pessoas, entre empresários, executivos doleiros e políticos. A popularidade da titular do governo, que já era péssima, despencou.  O entorno do Palácio do Planalto é tomado por cidadãos que pedem a renúncia de Dilma. A presidente passa a se envolver com a corrupção, ao tentar proteger o aliado. A contrapartida do Juiz Moro foi liberar centenas de documentos envolvendo as investigações mais recentes, entre eles, o conteúdo de conversas de Lula, algumas bastante comprometedoras. Numa delas, Dilma avisa que está enviando a minuta do termo de posse, para ser usado "se necessário". A temperatura atingiu graus de temperatura elevadíssima. O governo continua tentando obstruir as investigações, trocando ministros, acusando a oposição de promover golpe, nomeando cargos do primeiro escalão para garantir apoio no processo de impeachment que já tramita no Congresso. A oposição revida afirmando que não se trata de golpe, mas de recurso previsto na Constituição, em caso de crime em gestão pública, comprovando com o caso das pedaladas fiscais. A sociedade acompanha com interesse renovado, diante da possibilidade de amenizar o colapso da economia e o sofrimento causado pela escalada do desemprego. Semanas decisivas à frente.
      Parabéns à imprensa, pelo registro e análise dos eventos. 

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