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domingo, 18 de janeiro de 2015

Livros didáticos caríssimos

      O governo brasileiro reduziu por decreto o valor do pagamento de pensões pela metade, além de outras restrições escalonadas; em alguns casos, as pensões praticamente desaparecem. As reclamações pipocaram, no mercado não está consignado o pagamento de meio aluguel, meia água ou luz. O argumento usado para justificar a usurpação de direitos sociais adquiridos é "corrigir distorções".  Deveria ser usado o mesmo argumento para  corrigir outros abusos, notadamente no caso dos livros didáticos.


      Como se não bastassem os gastos elevados no início do ano, em que o cidadão precisa saldar taxas variadas, como IPTU e IPVA, a compra de material escolar para os filhos acaba por estraçalhar o minguado orçamento da classe média. A classe carente é beneficiária de ajuda, uma vez recebe na escola pública o material de graça. Sobra, como sempre, para a classe média. Tenho dois filhos, um cursando Faculdade, outro no ensino médio. A despesa relativa ao material escolar do ensino médio, que inclui os livros didáticos e o material propriamente dito (lápis, caderno, borracha, apontador,etc) atingiu a quantia de R$ 1.649,00. Para um consumidor de livros literários, o meu caso, pagar R$195,00 por um livro didático, como é o de História, ultrapassa o limite do aceitável. E trata-se, como é sabido, de versão comprometida com o que se costuma chamar de "nova história", com visão de mundo supostamente engajada na luta de injustiçados e oprimidos. Dá para perceber o cúmulo de idiotice compilada em manual escolar que deveria primar pela objetividade e imparcialidade na análise dos fatos. O livro de Matemática custou R$ 162,00; o de Química, R$ 171,00. E por aí vai. O livreiro afirmou que fatura apenas dez por cento. Em  países civilizados, ou melhor, desenvolvidos, os preços de livros didáticos não ultrapassam um limite, dentro da razoabilidade. Aqui nada se faz.

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