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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Tsunâmi de corrupção (outro) e sombras conservadoras

       Os rumos e tendências revelados nas últimas pesquisas eleitorais são capazes de deixar perplexo qualquer cidadão acima de 45 anos. Após a tragédia que matou o presidenciável Eduardo Campos, do PSB, Marina Silva que o substituiu tem conquistado um grande número de eleitores. Pesquisas recentes creditam a onda pró-Marina a duas vertentes: os evangélicos e os jovens de metrópoles.


      Seria aconselhável que os educadores - logo eles, tão mal remunerados - esclarecessem os jovens sobre os perigos do retorno da inflação, que já assusta as famílias e, como barriga de mulher grávida, não para de crescer. Amor à Bíblia e interesse ecológico não capacitam ninguém para o exercício da presidência da república. Só atraem ingênuos e conservadores empedernidos.
      O único plano econômico - dos muitos lançados nas décadas de 70 e 80 - que deu certo e trouxe estabilidade financeira foi o Plano Real, implantado por Fernando Henrique Cardoso, a quem o país também deve a lei da Responsabilidade fiscal. Os jovens, na sua maioria, continuam reféns de boquirrotos corruptos e moralistas. É hora de ouvir os notáveis, como Roberto Damata, de quem reproduzo um parágrafo de sua coluna no Estadão, publicada na semana passada:

      "Marina Silva representa a proposta de juntar carisma com ideologia na base de acertos pessoais afiançados por uma tragédia ao lado de uma biografia impecável. Seu programa financeiro é muito próximo ao de Aécio Neves. A diferença é que Aécio não tem a aura de santidade e carrega os compromissos do PSDB: a obrigação de governar administrando. Não se pode esquecer que foi essa atitude que deu ao Brasil o respeito e a estabilidade monetária."

      Quanto à outra candidata, com altíssimo índice de rejeição, nem merecia ocupar a cadeira que ocupa. O seu governo foi o mais corrupto, incompetente e temeroso de toda a história, agora manchado de novo pelo segundo mensalão, como atestam as negociatas e desvios de muita grana na Petrobrás.

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