Corre nas redes sociais um depoimento da presidente Dilma Rousseff no mínimo preocupante. Mais uma vez, teria se atrapalhado na comunicação, caso não seja pior. Na imprensa a presidente é conhecida pela primária capacidade argumentativa e desastrado poder de comunicação. Em pronunciamento recente teria dito que é preciso reforçar "o compromisso com os que desviam verbas públicas."
(Imagem: amigosdepelotos.com)
Está em causa uma confissão de que apoia atos ilícitos, de corrupção, o que motiva investigação urgente. Não estamos diante das costumeiras desastradas opiniões, nem dos disparatados e esquartejados anacolutos incompreensíveis, mas de uma provável ratificação de que a chefe suprema participa de ilícitos. Mas seria isso mesmo, ou a presidente atrapalhou-se mais uma vez no português, desta vez no despreparo no uso de meras preposições? Fragoroso despreparo, sintoma de outras incompetências na condução da economia, da política externa, no combate à corrupção na Petrobrás e no controle da estabilidade financeira.O discutido programa de isenção fiscal às grandes empresas, as campeãs, tem se mostrado contraproducente, travando a economia e a empregabilidade. Caso a sua excelência queira ter dito que é necessário reforçar o combate aos que desviam verbas públicas, devia ter usado a preposição contra, deveria ter dito :..."reforçar o compromisso contra os que desviam verbas públicas". As preposições com e contra modificam radicalmente o enunciado. Reforçar o compromisso com os que desviam dinheiro público indicia parceria, participação, apoio, o que não se espera de um ou uma presidente da república. Qualquer estudante do ensino fundamental sabe disso.

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