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domingo, 26 de maio de 2013

Para Geraldo Reis

      A pasta de seguidores acolheu ontem mais incentivador deste blog despretensioso. E trata-se de um ilustre poeta, o qual nem é meu parente, apesar do sobrenome, de quem nem sou amigo, apesar de tantos amigos comuns: Geraldo Reis.  Escreveu um livro de poemas que muito admiro, Pastoral de Minas. Reconhecido em inúmeras e importantes premiações literárias, sabe explorar como ninguém os significados ocultos das palavras e os efeitos melódicos do verso. 
      Registro meu reconhecimento ao mais novo seguidor. Não que seja mais importante que os outros, todos que ali se inscreveram são merecedores de meu interesse e estima. 

                                                          (Foto: Beco dos poetas)
      
      Conheço vagamente Geraldo Reis da redação do Suplemento literário do Minas Gerais (década de 80? talvez), onde nos encontramos algumas vezes rapidamente. Admiro seu trabalho poético, seu talento e sólida cultura, a concepção ousada de poesia, seus versos elegantes e despojados, que parecem saídos de um caderno de estudante de grego e latim, fascinado subitamente pela dicção coloquial e a misteriosa contingência humana. Conversamos na certa banalidades, sem maiores e mútuos constrangimentos. Somos amigos, sem as formalidades de praxe. Registro respeitosamente e com alegria a chegada do mais novo seguidor desta página de portas e livros abertos. Deste poeta honesto e distinto, diferente desses que andam atrás de promoções da mídia e dos cadernos ditos culturais, colonizados e repetitivos em suas abordagens bolorentas e inócuas. Deste talentoso profissional das letras, representante de uma geração que encara o ofício com seriedade e sabedoria, para a qual escrever poesia torna-se atributo de homem culto e sensível. 

3 comentários:

  1. Edgard Pereira dos Reis, sua generosidade me comove. Muito, Muito mesmo. Obrigado. De fato não estou atrás de "promoções da mídia e dos cadernos dito culturais". Estou "pelaí", se ainda estiver, e se é que estive. Costumo dizer que "fui poeta". Hoje importa-me o fazer poético, sim, mas sempre como exercício solitário. Escrever é qualquer coisa como tropeçar ou, no dizer de Fernando Pessoa, "levar porrada". Nesse sentido continuo apanhando das palavras. Bem menos porém, já que não tenho da juventude, nem o sonho, nem o pesadelo de uma "carreira literária". Um abraço poético e um saudoso inté! Geraldo Reis / Pastoral de Minas

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  2. Olá, Geraldo, pelo menos para a gente se encontrar valeu a pena a provocação. Fico satisfeito com a notícia de que continua escrevendo. Tenho seu livro xerografado, só para você ter ideia de como o admiro. Você é poeta, e dos bons. Abraço.

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  3. Pois então, Edgard, mande-me seu endereço para advgeraldoreis@gmail.com e eu lhe mando o livrinho. Tenho alguns, certamente, não sei se em bom estado. Adquiri numa livraria, há tempos, pois sabia que poderia precisar. Aguardo também seu telefone e lhe passo o meu. Não sei se você sabe mas acabei me envolvendo com a advocacia. É uma profissão muito interessante e que requer a presença constante do escritor. Estou, por isso mesmo, com o poeta sem a tiracolo. Abraço poético. E inté!

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