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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Se gritar pega ladrão


Todos conhecem a sequência da marchinha: não fica um, meu irmão. A desmoralização da classe política parece não ter fim. Poucos se salvam. A imprensa mais uma vez tem cumprido o seu papel de investigar e divulgar a farra da corrupção e do descaso com o dinheiro público. Só no Ministério dos Transportes já são vinte os demitidos, por envolvimento com esquemas de desvio de verbas e cobrança de propinas. Dos mais graúdos para baixo, em escala decrescente. Como se não bastassem as denúncias em torno de outros ministros, como Aluísio Mercadante, Orlando Silva, Ana de Holanda e Fernando Hadad. Demorou a queda de Palocci, agora cai Alfredo Nascimento. Algum resíduo de ética parece ter vindo à tona. A malta estava montada em pontos estratégicos, no comando da indústria de aditivos e favorecimento entre amigos e partidários há pelo menos oito anos, ou seja, desde o famigerado governo Lula, que não sabia de nada. Quando me exponho em assuntos políticos, fica parecendo que tenho ligações partidárias. Talvez fosse razoável dizer que, há oito anos, votei no PT. Afastei-me indignado à época do escândalo do mensalão, lá por volta de 2006. Todos esses vinte nomes e sobrenomes sonantes foram ratificados pelo atual governo, fazem parte dos apoios e alianças torpes que o sustentam. Esses políticos recebem uma fortuna em salários e mordomia e não se contentam, envolvem-se até o pescoço em negociatas e maracutaias, jamais estão satisfeitos. Mais lama está por vir.

O país se vê atingido covardemente por aqueles que deveriam zelar pela lisura e honestidade no trato com o dinheiro dos impostos. Não sobra verba para escolas, segurança, estradas, hospitais, creches, combate às drogas. A cultura da corrupção deita garras afiadas por todos os lados. E ainda querem tocar as obras da Copa debaixo do pano... Os estudantes estão apáticos, a UNE e os sindicatos foram silenciados com benesses. Se gritar pega ladrão...

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