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terça-feira, 27 de julho de 2010

Museu do Ouro






Situado em Sabará, o Museu do Ouro fica à rua da Intendência, s/n., disponível a visitas de terça a domingo, das 12 às l7 horas. Preço: R$ 1.


Visitei, de novo, desta vez com a família, o Museu do Ouro, em Sabará. Pai de garotos, em idade escolar, seria um irresponsável, caso não os motivasse para conhecer o Museu, estando hospedado na cidade. Dizer que me borrifo para a História e para a ditadura de Getúlio não faz mais sentido. Enfim, o que é o museu do Ouro? Qual a importância de conhecê-lo?


Criado na década de 40, em pleno Estado Novo (mais precisamente em 1946), no âmbito da atuação de dois mineiros esclarecidos, Gustavo Capanema e Rodrigo Melo Franco de Andrade, respectivamente Ministro da Educação e Diretor do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Museu do Ouro ocupa a velha Casa de Intendência e Fundição (de 1730), com rico acervo de minérios, maquetes de garimpos, bateias, balanças, armas, moldes de jóias e muitos outros objetos e obras de arte relacionados ao Ciclo do Ouro. Com dois andares, o prédio remonta às linhas arquitetônicas do século 18, em adobe e madeira. As janelas na fachada apresentam grades feitas em madeira torneada. No andar inferior, de piso calçado de seixos rolados, ficam as amostras ligadas à extração do ouro. No andar superior, em piso de madeira corrida, são expostas peças variadas do mobiliário e imagens artísticas e religiosas. O objetivo é documentar o cotidiano de uma época, os séculos 17 e 18, de capital significado para a história do país, através da exposição didática de objetos usados na atividade mineradora, ao lado de mobiliário e quadros representativos do contexto cultural. Um outro nome deve ser mencionado, o de Antônio Joaquim de Almeida, um intelectual paulista, casado com a escritora Lúcia Machado de Almeida, nascida numa fazenda em Santa Luzia, às margens do rio das Velhas. Escolhido para diretor do Museu do Ouro, é ele o responsável pela seleção e criteriosa organização de seu acervo. O mobiliário exposto engloba peças do século 19, como um par de cadeiras em jacarandá e couro, em estilo D. João VI, mesa de jacarandá flamenga e louça com motivos orientais. O destaque artístico é uma Sant'Anna Mestra, atribuída a Aleijadinho, com dourados em folha de ouro.

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