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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cidade Administrativa










      Após mais de um século funcionando na Praça da Liberdade, a transferência do governo estadual para a Cidade Administrativa, localizada na região norte de Belo Horizonte, é o coroamento da gestão de Aécio Neves. Criticado por vários motivos (obra faraônica, narcisista), o projeto seguiu em frente, marcado pelo cariz revolucionário, típico das grandes realizações. Inaugurada no dia 4 de março com celebração da tendência conciliadora de Minas, a cidade administrativa nasce sob a égide do centenário de Tancredo Neves e da herança visionária de Juscelino Kubitschek, alvo de desconfiança ao construir a cidade de Brasília.

      Ao agrupar no mesmo espaço físico diversas secretarias, estima-se uma economia anual aos cofres estaduais superior à cifra de 90 milhões, com o fim de aluguéis e taxas imobiliárias, além de favorecer a eficiência e coesão administrativas. A beleza e ousadia do projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer alia-se à ideia de integração entre diversos setores, favorecendo a produtividade. Com a centralização do atendimento lucra o cidadão, ao ter facilitado o acesso a serviços e documentos. Em funcionamento há exatos dois meses, a Cidade Administrativa tem gerado inúmeros desdobramentos positivos, como o incentivo ao desenvolvimento da região Norte e a redução do trânsito no centro de Belo Horizonte, fatores que, entre outros, justificam de todo o pesado investimento.




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