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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Marc Chagall em Minas




Belo Horizonte passa a integrar o circuito restrito de cidades dotadas de condições técnicas para sediar grandes mostras internacionais. A dupla atração Marc Chagall e Auguste Rodin, na Casa Fiat de Cultura, é uma oportunidade rara para conferir a obra de dois mestres das artes plásticas da modernidade.


Por nada perderia a chance de ver a obra de Chagall (1887-1985), representada em momentos significativos de sua produção. Os quadros e gravuras são representativos de seu envolvimento com as vanguardas do início do século XX, como o surrealismo e o cubismo, procedentes de coleções particulares ou museus de cinco países (Rússia, Itália, França, Suíça e Brasil).
      Com ênfase em dois suportes (a pintura e a gravura), a exposição apresenta 302 trabalhos excepcionais, revelando a estreita relação do artista com a literatura. Dos sete módulos, quatro atestam a criação a partir de obras literárias: “Les âmes mortes”, com 96 gravuras de reminiscências da Rússia, muitas inspiradas em obras literárias, em especial o romance do mesmo título de Gogol; “Fábulas”, com 23 guaches, criadas nos anos 20, baseadas em La Fontaine; a belíssima série “Dafne e Cloé”, 43 guaches, publicadas em l961; a série inspirada na Bíblia, com 105 gravuras, elaboradas entre 1931-1939.


      Diante de material de tamanha extensão e excelência de efeitos, o espectador se emociona e ali ficaria horas e horas, literalmente embevecido. Acaba voltando para rever detalhes que passam despercebidos à primeira vista. Os sonhos e a fantasia do pintor nos envolvem, como num sortilégio mágico, habitado de enigmas, pássaros e répteis (ou formas que sugerem animais alados ou rastejantes) que emergem de corpos humanos, reveladores de estranhas associações. Sem descurar a sátira e o conteúdo social predominante em “Almas mortas”, é impossível ficar indiferente às soluções cromáticas, os soberbos tons de verde e azul, à atmosfera onírica (e paradisíaca) das gravuras dedicadas à celebração do amor, em “Dafne e Cloé”.


Casa Fiat de Cultura. Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1250. Belvedere, Nova Lima, MG.
A exposição fica até 04 de outubro de 2009. Transporte e entrada gratuitos.
O transporte gratuito sai da Praça da Liberdade (em frente à antiga Secretaria de Educação).

Um comentário:

  1. Caro Edgard,
    Excelente dica!
    Se não me engano, é a primeira vez que as obras de Chagall chegam a BH.
    Com certeza vou dar um pulo por lá, inclusive pra rever um pouco de Rodin.
    Abs

    Paulo Merçon

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