

Atendendo a solicitações, divulgo a carta de Clarice Lispector a mim endereçada. O motivo da correspondência, como relatado em Mosaico insólito, teria sido uma resenha sobre Visão do Esplendor, na qual, traído por uma matéria sobre a autora, publicada em revista de grande circulação, se afirmara que ela escrevia "em transe". Trata-se de documento único de Clarice, rebatendo a concepção de que sua escrita pudesse ter qualquer afinidade com a escrita psicografada, a escrita automática ou a inspiração visionária. A autora de A hora da estrela discute seu processo criador, privilegiando o interesse atento à dinâmica e gestos do cotidiano, do qual absorvia a inesgotável teia de sentidos.
Se há irritação em Clarice, e tudo indica haver, teria como ponto de partida o título do despretensioso artigo: "Wander & Clarice". Não deve ter gostado. Ser referida em segundo lugar, após um banal conetivo?
Se há irritação em Clarice, e tudo indica haver, teria como ponto de partida o título do despretensioso artigo: "Wander & Clarice". Não deve ter gostado. Ser referida em segundo lugar, após um banal conetivo?
Publicada no Suplemento literário do Minas Gerais (11 out. 1975), em Mosaico insólito (Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006), referida em diversos trabalhos acadêmicos, é a primeira vez que é disponibilizada em fac-símile.
Olá Edgar! ^^
ResponderExcluirVocê atualizou o artigo ou já havia chegado á conclusão de: " ..... Ser referida em segundo lugar, após um banal conetivo?"
(srsrsrs ainda estou rindo sobre isso. )
- Um abraço , Laís.
Sou obrigado a dizer que atualizei, após a conversa que tivemos. Então, Laís, você é parceira dessa conclusão, que acolhi.Feliz ano novo.
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