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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Entrevista para a Rede Minas



            A entrevista à Rede Minas de televisão não me agradou em cheio. Sei lá, fiquei nervoso, não respondi com coerência e objetividade a todas as perguntas, saí pela tangente umas duas vezes, o aparato tecnológico na sala de casa me deixou tenso. A culpa é minha. Falta de hábito, receio de dizer bobagem. Guga Barros, a entrevistadora, é muito simpática, as perguntas eram interessantes e pertinentes, de quem realmente leu o livro. O Marcelo Miyagi tem excelente astral. Gravada sem interrupção, durou uns quarenta minutos. Para mim, uma eternidade.

      O foco era Outono atordoado, o romance premiado do final do milênio (Cone Sul, 2001), esgotadíssimo. Só se encontra em sebos. Escrito como uma forma de ajuste de conta com a cultura européia e a tradicional família mineira. Só que na hora não falei o que deveria ser dito. Guga fez umas perguntas-pegadinha. É isso mesmo. Aí entra em cena o jogo de despiste, você tenta amparo na teoria, mas acaba acaba tropeçando, a insistência em negar alguma coisa se volta contra nós mesmos. Somos humanos, erramos. Somos humanos, nos perdemos em algumas situações. Regina ouviu da escada no andar de cima. Comentou depois, no começo eu parecia estar numa sala de aula. Que fazer? O uso do cachimbo deixa a boca torta. O tom professoral às vezes vem como atitude de defesa. Alguma coisa valeu a pena. Vamos esperar pra ver, editada.


      O programa Imagem da palavra com minha participação vai ao ar dia 4 de outubro, domingo, às 17:30. Reprisado quinta-feira às 22:30 e sábado às 21:30.

4 comentários:

  1. Sobre Outono Atordoado? Quero ver.
    Faz um pequeno recorte da parte que vc gostou e põe em vídeo aqui no idéia subalterna. Sei não, acho que vc está sendo muito exigente consigo... Tem que ser coerente e objetivo?
    Meu caro autor: quem escreveu uma novela bela como Outono... pode tudo, creia, até tropeçar. Como na vida.

    Abraço e bom fds

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  2. Vamos ver o que é possível fazer.
    Seu comentário deixa-me à vontade para dizer que o livrinho teve sorte. Se observarmos a tiragem reduzidíssima, 300 exemplares, (estipulada pelo regulamento do Concurso), mesmo assim chegou às suas mãos, logrando contar com sua inteligente leitura. Quando se olha o lixo cultural que atulha anualmente as estantes, encontramos livros com edições mais afortunadas (no quesito tiragem), mas que, nem por isso, mereceram uma avaliação crítica lúcida quanto a que o Outono atordoado mereceu de sua parte.
    Mais uma vez agradeço sua generosidade.
    abraço,
    Edgard

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Prof. Edgar,

    Tive a sorte de ligar a tv e assistir à edição de Imagem da Palavra que veiculou a sua entrevista, quando pude ter a notícia da existência de seu Outono atordoado. Gostei bastante da edição do programa que conjugou o depoimento da suas experiências afetivas de sua viagem e de leituras, a literatura e algumas imagens de Lisboa. Tive o privilégio de conhecer e passar algumas semanas naquela cidade, onde refiz os caminhos biográficos de Murilo Mendes e me encontrei com outros autores e personagens de nossa literatura. Confesso que fiquei bastante emocionada com as suas palavras e com o programa. O resultado: cuidei-me logo de buscar e comprar, via “estantevirtual”, um exemplar de Outono atordoado que me chegou pelos Correios. Não vejo a hora de digeri-lo!

    Abraços,
    Elaine – elaineamartins@yahoo.com.br

    (Certamente você não se lembra de mim. Já conversamos algumas vezes na Fale, quando eu estagiava no Setor de Publicações. Sou natural de Resende Costa-MG, cidade da família de sua esposa, e defendi ano passado a minha dissertação sobre livros de viagem de Murilo Mendes de Jorge Luis Borges.)

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