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domingo, 30 de maio de 2021

A iminência da terceira onda

        Diante do quadro atual de aumento de número de mortes por covid, o país ultrapassou a marca de 461 mil mortes. Aconselho seguir os protocolos de prevenção e a leitura de artigo oportuno, de José Roberto Batochio. Recorto dois parágrafos:

                                                           (Imagem: extrema.mg.gov.br)

  "O incremento descontrolado do coronavírus se deu por ações e omissões. Como um mecenas da doença, o presidente não equipou o serviço de saúde para o combate à pandemia e boicotou medidas recomendadas pelas organizações internacionais, como o confinamento, o uso de máscara e a restrição a aglomerações, tanto quanto deixou de adquirir vacinas em tempo hábil, e ainda pôs em dúvida a eficácia do imunizante, ao mesmo tempo que, como um taumaturgo desastrado, tentou sobressair com a receita de remédios ineficazes, a buscar um quiprocó diversionista de "tratamento precoce" - contradição terapêutica e semântica. Que mais poderia fazer, se, como justificou, "não é coveiro?"

       A coreografia do abre-alas da pandemia, apregoando laissez-faire, laissez-aller, laissez-passer, ou deixai fazer, deixai ir, deixai passar, foi o incentivo para a população viver e trabalhar, como se o perigo fosse uma "gripezinha", que, segrega um agente infeccioso só maléfico para os predestinados à morte, aos portadores de comorbidades e, no linguajar chulo, aos "maricas"."

(José Roberto Batochio. "Não se trata de genocídio, mas de crime contra a humanidade". Estado de São Paulo, 30/05/2021).

    

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