Em dias recentes, o escritor Paulo Coelho afirmou que o politicamente correto pode acabar com a literatura. Com toda a razão, o mago sabe das coisas. Poderia ter ampliado, pode acabar com a arte. A relação entre arte e moral sempre foi desastrosa. A arte atua numa esfera distanciada dos ditames e conceitos inerentes ao código moral. Sua aproximação com a política, também perniciosa, tem gerando monstrengos artísticos. Ou panfletos.
Kiara, minha cachorra, é politicamente correta: quando sai para passear, não faz cocô na rua. A frase, até agora, é informativa. Se me detiver a analisar os motivos do fato, passo a fazer literatura. O que não é o caso.
A conclusão não significa que a arte seja necessariamente imoral. Amoral, talvez. Oscar Wilde afirmava que a moral sempre se deu bem com a opressão. Foi condenado, num processo odioso e hipócrita. Não confundir criação artística com criação de couve-flor. Poetas, escritores e artistas devem ser livres, para criar. Livres para viver. A previsibilidade, o bom mocismo, a boa intenção não são bons companheiros para a arte.
A conclusão não significa que a arte seja necessariamente imoral. Amoral, talvez. Oscar Wilde afirmava que a moral sempre se deu bem com a opressão. Foi condenado, num processo odioso e hipócrita. Não confundir criação artística com criação de couve-flor. Poetas, escritores e artistas devem ser livres, para criar. Livres para viver. A previsibilidade, o bom mocismo, a boa intenção não são bons companheiros para a arte.
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