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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Armando Silva Carvalho (1938-2017)

      Morreu esta manhã, em hospital de Caldas da Rainha, Portugal, o escritor Armando Silva Carvalho. Acima de tudo, como poeta, deixa uma obra relevante, embora a produção do ficcionista e tradutor também seja digna de apreço. Seus principais livros de poesia compreendem O comércio dos nervos (1968), Armas brancas (1977), Técnicas de engate (1979), Canis Dei (1995), Lisboas (2000), Sol a sol (2005), O amante japonês (2008), nos quais se evidenciam, ao lado da consciência do labor poético, um forte interesse pelas pulsões do afeto, do corpo, da experiência cotidiana, sem se contaminar de banalidade, acrescido pelas solicitações eruditas e um refinado registro de tradições lusas. O que não impedia a paixão pelos brasileiros Elis Regina e João Cabral de Melo Neto. O que foi passado a limpo (2007) é o título da obra poética que colige a produção completa até então. Em prosa, publicou Portuguex  (1977), Em nome da mãe (1994), O homem que sabia a mar (2001), O menino ao colo. Momentos, falas, lugares do sublime Santo António (2003), Elena e as mãos dos homens (2004), dentre outros. Traduziu Stéphane Mallarmé, Marguerite Duras, Samuel Beckett, Aimé Césaire, Jean Genet.

                                                   (Foto: www.sol.sapo.pt)

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