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quinta-feira, 30 de março de 2017

João Gilberto Noll (1944-2017)

      



                                                     (Imagem: zh.clicrbs.com.br)

      Morreu ontem em Porto Alegre, aos 70 anos, João Gilberto Noll, um dos mais talentosos e representativos escritores brasileiros contemporâneos, reconhecido e admirado por seus pares.  Surgido nos anos 70, Noll despertou a atenção com o notável livro de contos O cego e a dançarina, em 1980. Com este livro faturou o primeiro Jabuti, que se somaria depois a mais outros quatro. Seguiram-se quase duas dezenas de títulos, entre os quais,  A fúria do corpo, na minha opinião, uma verdadeira obra-prima, de 1981,  Bandoleiros (1985), Rastros de verão, de 1986, Hotel Atlântico (1989), Harmada  (1993).  Ao todo, treze romances, três coletâneas de contos e dois infanto-juvenis. Por seus contos e romances marcantes, elaborados com refinada espessura técnica, tratando em profundidade temas ousados e impactantes, tornou-se referência fundamental para a literatura brasileiras das três últimas décadas, grande influência para novos escritores. Muitos de seus relatos ultrapassaram as páginas dos livros, através de adaptações cinematográficas.  Além dos cinco Jabutis, conquistou ainda o Prêmio Fundação Guggenheim (2002) e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras (2004).

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