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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Os sebos do Maletta

      O calor excessivo maltrata os belorizontinos. Tempestade anunciada nos ventos da madrugada. Setembro tropical bravo.
          Notas leves: garimpo em sebos no Maletta, sábado pela manhã. Referência para curtições noturnas em Belo Horizonte, o local é também pólo efervescente de cultura. O conhecido reduto de intelectuais  e artistas mineiros, cantado em prosa e verso, recentemente referido em poema de Marcelo Dolabela, como "coliseu da cidade", onde se convive com a "a baunilha dos vagabundos", não perdeu de todo o charme. Infelizmente, o bar Pelicano fechou as portas que davam para a Av. Augusto de LimaO famigerado prédio cosmopolita, de trepidantes lembranças desde os anos 70, no centro da cidade, abriga ainda célebres restaurantes (o Cantina do Lucas, o remanescente do antigo Lua Nova), e sebos famosos. Encontrei, em garimpo rápido, duas obras semirraras, Os saltimbancos da Porciúncula, de Antonio Carlos Villaça (Record, 1996) e Minérios domados, (Rocco, 1993) poemas de Hélio Pellegrino,  editados por Humberto Werneck, que assina uma apresentação jornalística. O acervo digitalizado poupa buscas inúteis. ACV concorre consigo, em patamar inferior, se confrontado com o clássico do memorialismo dos anos setenta, O nariz do morto, sem perder a importância de todo. Em geral, os acervos perderam consideravelmente o interesse: neles predominam os indefectíveis best-sellers, os títulos estrangeiros disparando na dianteira. Mas não deixa de ser um bom programa para quem gosta de bons livros.


(Imagem: entrelinhasdomaletta.com.br)
     

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