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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sérgio Milliet: 50 anos de morte

      Sérgio Milliet, (SP, 1898-1966), poeta, crítico, pintor, ensaísta, conhecedor de artes plásticas, retorna a este sumário por conta dos cinquenta anos de sua morte. Nome fundamental da consolidação do Modernismo no país, participou ativamente da Semana de 1922, publicou livros de poesia, alguns na França, escritos em francês, no âmbito de extensas temporadas europeias, a primeira de nove anos, tendo depois se notabilizado como um dos nossos principais críticos literários, com a série intitulada Diário crítico. Em dez volumes, a produção de crítica militante foi publicada em coedição da editora Martins com a USP. Sua poesia mereceu análise de Antônio Jesus da Silva, em 1972, quando havia no país um eficiente Instituto Nacional do Livro, sob a chefia de Maria Alice Barroso, a despeito do governo militar por aqui instalado.

                    (Imagem:  Óleo sobre tela de Sérgio Milliet  - www.catalogodasartes.com.br)

      Transcrevo excerto do "Poema do trigésimo dia", escrito após perder seu único filho, em passagem que replica o adjetivo que nomeia este espaço. 

      "Jamais aceitaremos essa lei terrível
      essa lei inumana,
      e que só justifica a metafísica.
      Jamais a aceitaremos
      nós que somos de carne, ossos, sangue e vísceras,
      nós que somos fraquezas e imperfeições,
      solidão, angústia, esperanças malogradas.
      Jamais aceitaremos o destino subalterno
      de instrumentos de Sua vontade.

      Mas que somos nós!
      Mas que somos nós!"

      AZEVEDO FILHO, Leodegário Amarante de (Org.). Poetas do Modernismo. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1972. V.II.

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