Nos últimos meses, as notícias negativas
envolvendo Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, sucedem-se, insistentes e desabonadoras, na
imprensa. Além das contas de campanha em processo de investigação, com suspeita
de manipulação de dados e irregularidades, pesam sobre ele fortes indícios de
tráfico de influência, em favor do empresário, misto de lobista e padrinho de
casamento, Benedito Rodrigues de Oliveira, conhecido como Bené.
À época da campanha, fins de 2014, foi flagrado em Brasília um avião em que viajavam executivos, identificados como agentes da campanha de Pimentel, entre os quais o empresário Benedito R. O., portando R$ 113.000,00 em espécie. Segundo os jornais, Bené teria sido o coordenador da campanha de Fernando Pimentel para governador. A proximidade entre políticos e empresários de conduta ilícita tem se prestado a compor cenários propícios à contaminação viciosa da administração e ao assalto dos cofres públicos. O antigo ditado “diga-me com quem andas e te direi quem és” mantém-se ainda convincente.
À época da campanha, fins de 2014, foi flagrado em Brasília um avião em que viajavam executivos, identificados como agentes da campanha de Pimentel, entre os quais o empresário Benedito R. O., portando R$ 113.000,00 em espécie. Segundo os jornais, Bené teria sido o coordenador da campanha de Fernando Pimentel para governador. A proximidade entre políticos e empresários de conduta ilícita tem se prestado a compor cenários propícios à contaminação viciosa da administração e ao assalto dos cofres públicos. O antigo ditado “diga-me com quem andas e te direi quem és” mantém-se ainda convincente.
(Imagem: Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas Gerais www.guiabh.com.br)
As
suspeitas vêm lá de trás, antes da campanha eleitoral, do período em que Fernando
Pimentel foi Ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio. De acordo com a revista Época, a
Polícia Federal comprovou que
portarias então exaradas pelo MDIC teriam favorecido com vantagens fiscais a
montadora de veículos Caoa. De janeiro de 2011 a fevereiro de 2014,
período em que Pimentel
esteve no posto de Ministro, e na gestão de seu substituto na Pasta, Mauro
Borges, no âmbito do Programa Inovar-Auto, criado pelos dois ministros, a Caoa
foi favorecida com benefícios fiscais. A ponte entre a montadora e o Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, seria o empresário Benedito Rodrigues
de Oliveira. Como pagamento pela ingerência nos meandros da administração
federal, o empresário amigo de Pimentel recebeu R$2, 1 milhões da referida
montadora, segundo documentos apreendidos pela Polícia Federal. Com a eleição
de Pimentel para governador de Minas, Mauro Borges foi nomeado Presidente da
poderosa Cemig, empresa de energia, controlada pelo governo do Estado.
Mas
a atuação do empresário nas diligências em favor de determinadas empresas não
se limitou ao Ministério do Comércio, Indústria e Comércio, alastrou-se para
outras áreas, como O Ministério da Cultura e o Ministério da Saúde, nos quais
conseguiu emplacar diversos contratos para a Gráfica e Editora Brasil, propriedade
de seus familiares. O jornal O Estado de
S. Paulo, de acordo com O Tempo, teve
acesso a Relatório da Operação Acrônimo, no qual se confirma que o empresário amigo de
Fernando Pimentel teria, através de fraudes em licitações, obtido contratos
superfaturados no governo federal, estimados em 200 milhões.
Diante
de claros indícios de tráfico de influência, causa, no mínimo, indignação o
modo arrogante como os advogados do governador mineiro assobiam para o lado,
como se os fatos se dessem nas ilhas Maldivas. Não se sabe até quando.
Pimentel
ajudou Bené, diz PF. O tempo. Belo
Horizonte, p. 6, 10 out. 2015.

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