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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cadê o metrô de Belo Horizonte?

      Há dezesseis anos, publiquei uma crônica com o título "Para amar e trabalhar", em que falava da necessidade de Belo Horizonte ter um metrô condizente com sua posição de metrópole "de melhor qualidade de vida na América do Sul", segundo avaliação da imprensa internacional da época, 1997.  Qualquer hora, divulgo de novo a crônica. Entrou governo, saiu governo e a situação continua quase do mesmo tamanho. Como o primeiro de maio é dia de reivindicar, pergunto: cadê o metrô de Belo Horizonte?
                                               (Imagem www.copa2014.gov.br)
      Sem partidarismo, que os ladinos e corruptos vicejam em todas as legendas. O jogo recente entre a seleção brasileira e a chilena no novo Mineirão escancarou o gargalo no trânsito da capital mineira. Estratégias alternativas, como o BRT, podem amenizar o problema, sem resolvê-lo definitivamente. 
      O que foi feito nos últimos quinze anos?  Um arremedo esdrúxulo de trem urbano, de superfície, que não cobre nem 10% da região metropolitana. O pouco existente foi feito no governo Fernando Henrique, que também duplicou a Fernão Dias, a rodovia que liga Belo Horizonte a São Paulo.
(Imagem da lagoa da Pampulha, com Mineirão  no centro: freneticidade.blogspot.com)

      O que o PT fez por Minas, além de moradias populares? Promessas. Quem viaja pelo país percebe melhorias em algumas regiões, as capitais nordestinas avançaram em alguns aspectos. Ótimo, que deem sequência, o setor de turismo tem ali um imenso potencial. O estado de Minas foi reduzido a produtor de minério de ferro, que gera algum retorno à população local; em algumas cidades mineradoras, a compensação veio em forma de praças de esporte... Quem acompanha a movimentação política sabe que não faltou dinheiro. Sem falar em construção e reformas de estádios, o dinheiro correu solto nos investimentos milionários e doações a países latinos (Cuba, Bolívia, Venezuela), a países africanos (Angola, Moçambique),  nesses casos, através de documentação secreta, por determinação do atual ministro de Desenvolvimento, Ind. e Comércio Exterior, por sinal um mineiro há tempos envolvido em misteriosas palestras que nunca foram feitas.  O dinheiro correu solto no mensalão, em malas e boletos para pagamento de tv a cabo, em cuecas de políticos aloprados, nas comitivas gigantescas em viagens internacionais, com Rosemeires, seguranças e assessores de araque. 
      Eles voltaram a fazer promessas. Quem acredita? 

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