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domingo, 22 de maio de 2011

Corrupção na Casa Civil, de novo?



Amor que vai e volta, tem sinais de fingido. Aplicando o ditado para a atividade política, teríamos: ética que vai e volta não tem fundamento.

A voracidade pela riqueza e poder parece não ter limite no histórico de alguns homens públicos. Antônio Palocci, que de palhaço não tem nada, é um deles. São por demais conhecidos sua arrogância e tráfico de influência, desde as negociatas com as empresas de lixo, quando prefeito em Ribeirão Preto, passando pela quebra do sigilo bancário do caseiro, quando poderoso ministro da Fazenda. A denúncia mais recente o envolve em inesperado crescimento patrimonial (multiplicado por vinte em quatro anos). Teria ganho 15 prêmios Nobel? Teria recebido herança milionária? Como nem uma nem outra coisa ocorreram, a suspeita de enriquecimento ilícito pode ter fundamento. Enriquecimento ilícito é crime.

Alguns fatores são intrigantes no último escândalo. Sempre me intrigou a defesa subjacente às trapalhadas do Senhor Ministro, como se a proclamada competência o inocentasse, mas parece que esse argumento é reforçado e escudada em interesses de grandes empresas. O açodamento do Governo de Dilma Rousseff em proteger o Ministro, relaxando e fazendo vistas grossas diante de acordos de consequências negativas para o meio ambiente, no caso da votação do Código Florestal é, no mínimo, estranho. A sociedade não é tão obtusa como supõem alguns políticos. A blindagem excessiva é suspeita, deixa margem a que se cogite de cumplicidade. A estratégia da Casa Civil de modificar a natureza da empresa do Senhor Ministro de consultoria para administradora de negócios imobiliários já indiciava esperteza saloia. Era manobra para despistar suspeita de tráfico de influência. Depois veio a desastrada nota do Governo, referindo nomes de ex-ministros, que também teriam enriquecido. Era a gota dágua da desfaçatez e desespero. A irritação tomou conta de setores visados e surgiram na internet diversos blogs noticiando nomes de grandes empresas que teriam contratado os serviços da empresa de consultoria do Ministro Palocci. Tudo isso, ligado ao fato de que foi o coordenador da campanha de Dilma Rousseff, fecha o ciclo. Ou, por outra, fornece sinais evidentes que precisam ser explicados.



(A foto é do blog Alerta Paulínia)
O agravante é que mais uma vez a Casa Civil fica lamentavelmente em evidência. Alguém poderia dizer o desfecho do caso Erenice Guerra, a ex-Ministra da Casa Civil, funcionária de confiança da atual presidente? Consta que foi condecorada. Vai acontecer o mesmo? A sociedade exige esclarecimentos, sob pena de permanecer machada a soleira do governo, pela terceira vez nos governos do PT. Quem são os subalternos (os Francenildos) desta vez? Todos nós, cidadãos brasileiros.

2 comentários:

  1. Fico por entender. De onde sai tanto dinheiro?
    Será que nós, que trabalhamos vida inteira, que fizemos curso superior, alguns com mestrado, doutorado, somos todos burros, incompetentes? Pagar impostos altíssimos, isso pagamos.
    Terezinha

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  2. Mais uma vez o menino Palocci apronta, a primeira foi a quebra do sigilo bancário e agora o alto faturamento de sua empresa, fica fácil demais, pode-se tudo e nada acontece, vergonha pro PT, que passou anos perseguindo o poder e agora que o tem, seus integrantes agem acima da lei!

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