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terça-feira, 21 de julho de 2009

Outono atordoado, apesar do inverno...


O recesso de julho quase no fim. Algumas novidades: Nonato Gurgel inaugurou blogue de literatura, publicou inclusive a crítica que escreveu ao meu Outono atordoado. Tem uma adesão às teorias de Deleuze e Foucault, a ideia de arquivo como forma (o título é precisamente arquivo de formas). Pediu a imagem da capa do livro, o que lhe providenciei. Já está lá, no meio do artigo, de título interessante “Entre a antena e a raiz”, o mais interessante até agora sobre a minha novela, esgotadíssima (prêmio Xerox /Livro Aberto 2001). Ele explora várias relações, Belo Horizonte/Lisboa, relação amorosa homo/heterossexual, metrópole/colônia, tudo com muita elegância e sem dogmatismo.

Motivado pela leitura de textos de Nonato Gurgel, apaixonado por Leminski e a poesia marginal dos anos 70, li por alto a fala (aquilo nem palestra, nem conferência seria, passa longe léguas léguas desses formatos) de Paulo Leminski inclusa no livro, considerado cult por muitos, Os sentidos da paixão. A impressão geral é de algo descosido, sem suporte teórico rígido, delírios ou devaneios de um poeta de vanguarda. O que mais me incomoda é o incontido ódio a Bilac. Bilac faleceu em 1915, por aí. Isso (a ojeriza desbragada ao soneto e a Bilac) em fins dos século XX é sintomático, em poeta tido e havido como quintessência da vanguarda. Não deixa de dar uma ideia de uma certa vanguarda, mais voltada para a a destruição de mitos do passado que outra coisa, fechadas em si mesmas, num agônico estado agonizante, entregues ao desespero. Muitas avaliações equivocadas nos últimos trinta anos de crítica literária brasileira.

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