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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Porque é Natal

        Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações, saúde e paz.           


                A profecia de Isaías

        "Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e ela Lhe dará o nome: Emanuel." 

                                                                                        (Isaías, VII, 14)

        "O povo que viveu nas trevas viu uma grande luz, e em cima dos que habitavam o país da sombra da   morte, uma luz se levantou. (...)

       Pois, nasceu-nos uma criança, foi-nos dado um filho. Sobre o seu ombro está o manto real, e ele se   chama - Conselho Admirável, Deus Forte, Pai eterno, Príncipe da Paz".

                                                                                           (Isaías, IX, 1, 5)




            Poema de Ledo Ivo

    O Nordeste espera o Cristo,

    espera o rei da esperança

    que traga a espada e o pão. 

    Na palhoça ou no mocambo

    vai nascer uma criança, 

    O Messias que esperamos

    para a nossa salvação.

    O Nordeste espera um rei

    como Dom Sebastião

    que venha com seu chicote,

    flor de fogo em sua mão,

    castigar quem mata o povo

    e condenar o ladrão

    que desde que a vida é vida

    rouba tudo quanto temos,

    a terra que Deus nos deu

    quando dividiu o mundo

    entre todos os viventes,

    a roupa do nosso corpo

    e o milho da plantação,

    nossa mandioca branca

    e o leite de nossas cabras, 

    as águas de nossa sede,

    o charque de nossa fome

    e os frutos do nosso ventre.

    O Nordeste espera um Cristo

    que não morra numa cruz

    como o menino Jesus

    ou não seja esquartejado

    como o Major Calabar

    mas que, salvo pelo povo

    da sanha dos fariseus

    viva sempre ao nosso lado,

    rei e monarca do mundo

    com seu reinado de luz.

    Que venha um deus-guerrilheiro

    ser o nosso capitão,

    corrigir as injustiças,

    libertar-nos da miséria

    e fundar na nossa terra

    a monarquia do pão.


        (Calabar,1985)

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