Total de visualizações de página

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Eduardo Lourenço (1923 - 2020)

       Morreu em Portugal o escritor, ensaísta, crítico literário e de artes plásticas Eduardo Lourenço, influente pensador e apaixonado estudioso da cultura portuguesa. Em 1959, foi professor convidado da Universidade Federal da Bahia, voltou ao Brasil inúmeras outras vezes, para participar de Cursos, Seminários e Congressos, alguns deles na UFMG. Em 1960, transfere-se para a Franca, onde viveu longa temporada, como professor da Universidade de Nice (de 1960 a 1988), só regressando em caráter definitivo para Portugal em 2013. Recusou convites para lecionar em Universidades de Coimbra, Lisboa e Porto, igualmente para assumir o Ministério da Cultura em seu país (1975). Recebeu inúmeras honrarias e homenagens estatais, com destaque para Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1981), Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1992), o Prêmio Camões (1996), o Prêmio Vergílio Ferreira (2001), o Prêmio Pessoa (2011), além das três maiores medalhas condecorativas do Governo Francês.

      Autor de uma extensa produção, cumpre destacar  O Desespero Humanista na Obra de Miguel Torga (1955), Presença ou a Contra - Revolução do Modernismo Português (1960),  Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista (1968), Pessoa Revisitado - Leitura Estruturada de um Drama em Gente (1974), O Labirinto da Saudade - Psicanálise Mítica do Destino Português,  considerada a principal obra, (1978), O Complexo de Marx ou o Fim do Desafio Português (1979), Espelho Imaginário (1981), Poesia e Metafísica (1983), Fernando, Rei da Nossa Baviera (1986),  Nós e a Europa ou as Duas Razões (1991), Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade (1999).


                                                          ( Imagem: publico.pt)


Nenhum comentário:

Postar um comentário