Passei uma
semana longe da civilização, do trânsito de Belo Horizonte, de contas para
pagar, de livros. O feriado emendou a semana inteira. Vida rústica. O lugar, um
sítio entre Baldim e Santana do Riacho, propriedade do sogro, na área da Serra
do Cipó. Um mergulho na vida rústica do cerrado, com literais mergulhos em
poços e rios da região, um lugar meio paradisíaco, no meio das veredas de
Guimarães Rosa, muito sol, água pura, campos de mato, pedregulho e carrapato.
Comida regional: frango ao molho pardo, jurubeba, peixe, costela de boi, angu
de fubá de moinho de água, feijão novo. Sossego, canto de passarinho, cerveja
em boteco, alguma cachaça de alambique conhecido. Dez por cento de estrada de
terra, asfalto novo. Tudo temperado com música sertaneja, ao vivo, com a típica
toada caipira.
Para matar a
sede de leitura que, infelizmente, não desgruda, nas duas vezes que bateu: uma
seleção de poemas de Walmir Ayala, da Global editora. Voos ligeiros e de jeito
arrebatado, surpreendentes por sinal.

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