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domingo, 3 de abril de 2022

Lygia Fagundes Telles (1923 - 2022)

        Os leitores  brasileiros lamentam a morte de Lygia Fagundes Telles, grande dama das letras, surgida  na década de 40, mas que considerava o marco inicial de sua carreira o ano de 1954, com a publicação de Ciranda de pedra. Seguiram-se, na vertente da ficção  intimista, de análise psicológica de personagens,  três outros romances, Verão no aquário (1963), As meninas (1973) e As horas nuas (1989), peças de refinada elaboração formal e alguma ousadia temática. Sobretudo, Lygia F. Telles consolidou-se como signatária de importantes livros de contos, planejados num recorte pós-moderno, em linguagem elegante, hábil em manter o suspense, com nítida noção de ritmo e notável domínio de efeitos de sutileza e ambiguidade,  Antes do baile verde (1972), Seminário dos ratos (1977), A estrutura da bolha de sabão (1991), A noite escura e mais eu (1996), Invenção e memória (2000), dentre outros. Faturou o Prêmio Camões, em 2005, a maior distinção literária em língua portuguesa, depois de angariar o prêmio da Academia Brasileira de Letras, duas vezes, (1949 e 1973), o Jabuti, em três edições (1966, 1974, 2001), além de todas as premiações disponíveis. Seu primeiro romance, Ciranda de pedra, foi adaptado em novela pela Rede Globo de Televisão. Alguns de seus títulos ultrapassaram as fronteiras, publicados em mais de dez países europeus. Ocupava, desde 1985, a cadeira 16, na Academia Brasileira de Letras. 


                                                  (Imagem: cultura.estadao.com.br)

                                                    




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