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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O conto brasileiro contemporâneo II



(O título estampado na imagem é uma tradução portuguesa de Godofredo Rangel).

O conto brasileiro contemporâneo II

Ou:

A tradição ficcional em Minas Gerais

Para além desses nomes, outro fator decisivo para a efetiva aclimatação do conto em Minas seria a rica tradição de bons contistas nascidos no estado. A lista, extensa, abrange obras publicadas desde o início do século XX até os anos 70; serve para aquilatar a riqueza da tradição ficcional em Minas. Entre eles, Afonso Arinos (Pelo sertão,1898); Alberto Deodato (Senzala, 1919, Canaviais, 1922); Rodrigo Melo Franco de Andrade (Velórios, 1938); João Alphonsus escreve os contos de Galinha cega, (1931), Pesca da baleia, (1941); Godofredo Rangel, com os relatos de Andorinhas (1921), Os humildes, (1944); Amadeu Queirós, com os contos de Os casos de Carimbamba (1939); João Dornas-Filho publica Bagana apagada (1940); Oswaldo Alves (Uma luz na enseada, 1944); Aníbal Machado, com os livros Vida feliz, (1944) e A morte da porta-estandarte e outras histórias (1965); Autran Dourado, antes de publicar romances notáveis, deu a lume os contos de Três histórias na praia, (1956), Nove histórias em grupo de três, (1957); Euclides Marques de Andrade (O dono do mundo, 1948); Carlos Drummond de Andrade, além de poeta consagrado, deu a lume Contos de aprendiz, (1951); Jurandir Ferreira com os contos de A campainha e o camondongo (1955); Otto Lara Resende, com os relatos de O lado humano (1952), Boca do inferno (1956); José Afrânio Moreira Duarte, com os contos de O menino do parque, (1966) e A muralha de vidro, (1971); Ildeu Brandão (Um míope no zoo, 1968); João Etienne Filho (Os tristes,1971); Bárbara de Araújo (O bezerro de ouro, 1970).
A consolidação, a importância e os reflexos da obra desses autores eram um aval poderoso para que, na década de 70, o país tomasse conhecimento de grande número de contistas mineiros, alguns excepcionais. Isto posto, chegamos aos autores revelados a partir dos anos 70 ou um pouco antes. À exceção do paranaense Domingos Pellegrini, dos gaúchos Caio Fernando Abreu e Sérgio Faraco, dos cariocas Nélida Piñon e Sérgio Santana, dos paulistas Ignácio Loyola Brandão e João Antônio, todos os outros autores referidos a seguir são mineiros. Sem nenhuma concessão, outros dez nomes de autores brasileiros do mesmo quilate poderiam ser citados, surgidos à altura ou pouco depois. Para ficar em número redondo, estes são, a meu ver, vinte nomes relevantes da ficção brasileira nos anos 70. Cf. “O conto brasileiro contemporâneo III”.

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